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Saturday, November 06, 2010

 
RADIOSCOPIA DA REPÚBLICA CENTENÁRIA - I
* Ciente das dificuldades de financiamento externo para pagar a despesa corrente do Estado Português em 2010 e anos seguintes, prescindi da radiografia, bastando-me as radioscopias mais baratas!

LUSITANAS VAIDADES
Humberto Ferreira
Portugal-2010 é uma enorme feira de vaidades. Um terço da população finge que trabalha, outro terço finge que é rico, e outro terço finge que está satisfeita com a vaga cor-de-rosa-choque, pois já não trabalha, vive mal com pensões de miséria, mas consegue fazer fingir que “adora” Sócrates e o seu fingido “Estado Social” cada vez mais fragilizado.
Apenas duas elites se livram deste estatuto: a financeira e a política, constituídas por banqueiros e executivos dos maiores grupos empresariais, mais centenas de autarcas e deputados, membros do governo, assessores, titulares de cargos públicos e os mal-amados gestores do sector empresarial do Estado e do crescente núcleo empresarial municipal. Um painel tríptico, que resta saber até quando dura?
POLÍTICAS DESNORTEADAS - Foi criado e desenvolvido, nestes 15 últimos anos, o “Portugal faz de conta”, com um numeroso contingente de pobres de espírito, beneficiários do regime, a fazer de conta que trabalham e são importantes (imprescindíveis) para as respectivas comunidades.
Uns são diplomados com os cursos mais teóricos da história da civilização ocidental (quando não em universidades duvidosas). Outros são indivíduos a quem falta o culto da pontualidade no trabalho e nos prazos, onde sobra a rivalidade, a crispação e a defesa prioritária dos seus direitos, esta sempre à frente do cumprimento dos seus deveres cívicos e pessoais. Outros ainda, a quem falta a cultura da cooperação, do trabalho em grupo e do profissionalismo bem organizado, mas onde avultam em excesso o egoísmo e o individualismo. Perguntam-me: mas o que tem a ver os Estado com essa falta endémica de civismo? Respondo: tudo!
PAPEL DO ESTADO - Cabe ao Estado criar as condições para desviar a sociedade de eventuais vícios de ostensivo mau comportamento colectivo, seja através do bom exemplo dos seus altos representantes seja pelo ensino público adaptado às exigências do século XXI, seja ainda quando facilita, pela via legal, a cooperação e o trabalho colectivo, em vez do pendor para o facilitismo, a cunha, a artimanha, o egoísmo e o individualismo.
Uma coisa é querermos todos ser empreendedores e “empresários” quando se sabe e se pode. Outra é iludir as pessoas com falta de preparação para tomar conta da responsabilidade do binómio social e económico de uma loja, oficina, atelier, empresa ou fábrica! O regime fiscal acabou com comerciantes, comissionistas ou artífices, para promover todos a empresários. Creio que a reforma foi do PSD, na década de 1985/95 mas o resultado está à vista.
A iniciativa privada não é apenas exclusivo dos audazes e “espertos” mas, sim, dos que trabalharam, estudaram e aperfeiçoaram a liderança através de formação adequada para tais responsabilidades. O documento a exigir a quem queira abrir uma “empresa na hora” deve ser um atestado público nem que seja das Novas Oportunidades, em como está habilitado para o efeito. O resto enquadra-se no leque viciado das lusitanas vaidades.

RADIOSCOPIA DA REPÚBLICA CENTENÁRIA - II

LUSITANOS VÍCIOS
Humberto Ferreira
A III República praticamente destruiu, desde 1974, o aparelho produtivo na agricultura, pescas, indústria, serviços e comércio. Este governo tentou apoiar as Novas Tecnologias, como se fosse a panaceia para a nossa falta de produtividade e competitividade. Mas o maior erro foi à custa do criminoso abandono da agricultura, construção naval, indústria pesada, ligeira, química e outras. Aqui só valeram obras, alta-costura e alta tecnologia. O pior é que quando os empresários aceitam reformular fábricas ou escritórios, equipando as instalações e procedimentos com novas tecnologias, a primeira coisa que procuram é: quantos empregados posso dispensar?
Mas nem a falência da exemplar Quimonda (caso que Sócrates se apressou, como sempre, a imputar a causas externas, ou seja ao fracasso da casa matriz alemã) serviu de emenda. O governo e grupos económicos lusos têm ignorado que nenhum País deve assentar a esperança das gerações futuras numa grande fábrica (nem que tenha a maior quota de exportações anuais e 1800 trabalhadores) num único sector. Muito menos num produto com uma venda muito limitada, para um tipo específico de fabricantes.
Aos primeiros sinais da crise global de 2008, não obstante a sua avançada tecnologia, a Quimonda Portugal cessou a actividade e despediu o pessoal, não obstante as imediatas medidas de apoio portuguesas e europeias (aliás, a ajuda comunitária aos pessoal, só foi desbloqueada em Outubro de 2010). Resta desejar o êxito da sua reconversão parcial. Basta de Aerosoles, Rhodes, Bombardier e tantas outros casos lamentáveis. Não a mais governos e empresários que vendem tão mal o talento e a qualidade nacional a terceiros.
PREFERÊNCIA POR MARCAS ESTRANGEIRAS - Qualquer análise destes 15 últimos anos passa pela descaracterização do alto valor do made-in-Portugal. Sei que no tempo em que a Covilhã foi a capital das fazendas para as alfaiatarias de Saville Road, em Londres, também se fabricavam cortes e padrões que faziam a delícia dos gentlemen ingleses com a marca made-in-Great Britain na ourela.
Mas com mais de sete anos de crise, nas lojas nacionais, sobram as grandes marcas mundiais ao lado do “pechebeque” chinês, numa corrida desenfreada a tudo o que é marca “made” no exterior …mesmo por vezes contrafeita, não obstante as “visitas” da Asae!
E sobre marcas mundiais, Portugal está ausente dos mercados externos. Hoje, apesar do inegável aumento das exportações, não há vinho, outra bebida ou outro produto alimentar de marca portuguesa à venda nas melhores cadeias internacionais de hotéis, restaurantes, bares, cruzeiros, nem nas lojas francas, cadeias de armazéns e supermercados de marca. Lembro-me quando encontrei nas Ilhas Fiji, vinho Mateus Rosé, vinho do Porto, e entre outras marcas, atum Tenório, sardinhas La Rose, porcelanas Vista Alegre, ou na Europa fazendas da Covilhã, fósforos, máquinas Oliva, veículos todo-o-terreno UMM, navios construídos na CUF e Gafanha, etc. Agora, além dos computadores infantis Magalhães, canoas Nelo, e alguns catálogos de turismo, Portugal desapareceu dos centros comerciais. Até cá, no nosso comércio de luxo e no gourmet, o made-in-Portugal está em franca desvantagem!

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Unir esforços e reorganizar para Portugal e Turismo avançarem – I

Humberto Ferreira

Crónica publicada no semanário PUBLITURIS em 5 de Novembro de 2010

“Sem consenso, seremos um povo marginal” - Artur Santos Silva no Centenário da República. É verdade, mas com o OE2011, o Governo vai amputar do Turismo a Inspecção Geral dos Jogos. Ouviu-se algum protesto?
O organismo data de 1927 mas o governo decretou a extinção em 2007 com o Prace, que extinguiu a DGT, Icep-Turismo e Inftur, mas encalhada numa irregularidade, a IGJ foi mantida. Insiste agora este governo que a Asae é adequada para inspeccionar casinos e recolher as verbas legais destinadas a obras do foro turístico. Aguardo o desfecho sob protesto, pois com casos destes torna-se difícil unir esforços e reorganizar Portugal e o Turismo, para enfrentar duros desafios.

TANDÉM TURISMO-TRANSPORTES – A minha tese é reforçar a parceria Turismo-Transportes e não reduzir a competência nos casinos. Os Transportes reforçariam o cluster. Aliás não há Turismo sem Transportes e vice-versa! Transportes internacionais e Turismo ambos captam divisas e o MOPTC já é um ministério tão complexo, com tantas obras e equipamentos públicos e comunicações a dirigir, que dificilmente chega para planear e dinamizar os intensos elos externos inerentes às rotas aéreas, marítimas, ferroviárias e rodoviárias.

Por sua vez, o Turismo oficial deve assumir que às regiões e áreas metropolitanas importa mais apoiar o turismo receptivo (externo e doméstico) em articulação com os indispensáveis transportes, do que subsidiar festas e iniciativas locais à conta do duvidoso retorno turístico avulso.

Temos pois um País a reorganizar e melhorar, numa convergência de excelência colectiva super partidária, sabendo-se que os organismos e empresas devem ser periodicamente adaptados à inovação e tendências de cada década, sem cortar a linha da tradição, tão cara aos turistas. Estes procuram emoções, contrastes, aventura mas também tradição e cultura!

PRÓS E CONTRAS NO TURISMO – Não sendo o único a criticar o status-quo, lembro o que Vitor Neto (ex-secretário de Estado do Turismo do governo de Guterres) revelou nesta página a 22 Outubro: O Turismo já trazia antes de 2009 problemas a que se tem furtado, como a estagnação que não foi invalidada pelos bons indicadores de 2007, nem muito menos pelos dados de anos anteriores ou seguintes. A euforia apressada, gerada a seguir aos dados deste verão, permitiu chutar para a frente, decretando-se a recuperação. O que hoje não tem sentido, muito menos quando se anuncia mais do mesmo. Ignorando saber-se porque o Algarve perdeu 3,2 milhões de dormidas entre 2001 e 2009.

E agora a Tui e a Thomas Cook anunciam a suspensão de operações para o Algarve até Abril 2011, depois de mais de quatro décadas de presença nas férias do mais ameno inverno europeu. A Aheta bem avisa que a actual fragilidade do Turismo algarvio pode voltar a encerrar unidades.

Fui o único a propor a isenção de portagem nas scuts aos autos ligeiros estrangeiros, para Portugal se afirmar como Destino de Turismo, mas prevaleceu a tónica “Os turistas que paguem a crise!”, aliás tal como o “alcaide” de Lisboa ao querer taxar as entradas aéreas, marítimas e ferroviárias, mais as dormidas na capital. Quem cá vier paga desde 20 cêntimos nas extintas pensões a 1,90 euros por cabeça nos hotéis de luxo, estimando um encaixe de 13 milhões de euros/ano para compensar o corte do OE2011. Proposta recusada pelos hoteleiros, deve ser abortada para os restantes 337 “alcaides” desistirem da corrida aos bolsos dos turistas. E de candidato ao Top10 mundial, Portugal passa a destino maldito do lóbi dos turistas motorizados e das empresas internacionais de rent-a-car.

E DEPOIS DE SETEMBRO ... – No Turiscópio de 8 Outubro apelei à esperança em Portugal, no Turismo e no Mar, avisando para os efeitos do “fraco Agosto turístico no Algarve”.

Agora o INE, sempre a subir, revela que as dormidas na hotelaria portuguesa, em Agosto, atingiram 5,7 milhões e as receitas 291,8 milhões de euros, com uma receita média por quarto disponível (revPAR) de 54,7 euros, ultrapassando o recorde histórico de 2007. As dormidas registaram um crescimento mensal homólogo de 5,9%, graças aos não-residentes (+8%) e residentes (+3,1%). Em Agosto de 2009, ano da maior quebra geral na economia, as dormidas registaram 5,4 milhões e os proveitos 259,4 milhões de euros, depois de em 2008 terem também caído 1,1% as dormidas e 1,3% as receitas, relativamente a 2007.

Agosto de 2010 registou ainda a subida homóloga dos principais emissores: França com + 14,7% e Alemanha + 14,6%. As quebras vieram da Holanda com menos 0,5% e Irlanda com menos 4,2%. E o total de hóspedes subiu 4,9%, um recorde de 1,767 milhões.

Entretanto, o Observatório do Turismo de Lisboa (não bastaria uma entidade nacional de estatística turística?) assinala para Setembro 2010, uma baixa geral na hotelaria de Lisboa, onde um quarto de 5-estrelas custou menos 30,6% do que em Setembro 2008; um de 4-estrelas menos 16%, e um de 3-estrelas menos 3,4%. Mas o mesmo OTL prevê a recuperação para breve, pois entre Janeiro-Setembro 2010/2009, o RevPAR em Lisboa, subiu nos 5-estrelas 11,1%, nos 4-estrelas 5,8% e nos 3-estrelas 2,3%. Então em que ficamos? É sempre uma no cravo e outra na ferradura! Resta saber como foi o Outubro turístico?

PART-TIME NO ALGARVE – Passo boa parte do verão, há mais de 50 anos, no Algarve e lembro que este foi o Agosto mais fraco deste século, com menos ingleses e alemães. Vi espanhóis, italianos, turistas do leste europeu, e portugueses “tesos”. Onde? Nas praias, restaurantes, bares, esplanadas, supermercados, centros comerciais e hotéis, onde se pratica a economia real e não a ”macro”!
Foram os nossos compatriotas que “livraram” certas empresas do colapso no Algarve, mas de outros destinos também me chegaram “novas” de menos turistas, hóspedes, comensais e automobilistas, enquanto os dados do INE reflectem um cenário diverso de afastamento da crise. É certo que as praias, do Algarve à Grande Lisboa, encheram-se de Junho a Setembro, graças ao bom tempo e aos desempregados – numa ida à praia pouco se gasta. E creio que o resto do País não escapou a este “aperto”. Desejo que se unam esforços, reorganize-se o Pais e se avance! Para rasgar o rótulo de País periférico pouco competitivo!
Tema a continuar no próximo Turiscópio

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Thursday, January 08, 2009

 
TURISCÓPIO-EXTRA (2009/01/05) (19018 caract.

Preparação para a batalha contra a crise

Humberto Ferreira

1 - A CRISE REQUER MAIS ACÇÕES E MENOS RETÓRICA
Como o PM já não pode esconder mais a crise e a recessão - admitida em 7 de Janeiro pelo regulador da banca - continuamos a ser bombardeados com os mais curiosos palpites sobre os efeitos deste vendaval económico, financeiro, social e político.
Uns dizem para não se alarmar o povo - como se eles também não fizessem parte do povo (devem pensar que ainda vivemos na era da nobreza, clero e povo?).
Outros aconselham a que o governo e BdP digam toda a verdade ao povo. Então haviam de mentir?
E os mais cínicos dizem que as crises produzem sempre "grandes oportunidades" para os mais inteligentes e mais aplicados ao trabalho e aos negócios! Esquecendo que o mal é esse.
À medida que a crise se acentuar, cresce o desemprego. E não há empreendedor que resista! Nem empresário que possa pagar os salários do pessoal sem nada para fabricar, vender ou projectar!
O regulador da banca até veio ensinar o Padre Nosso ao Vigário. Aconselhando os empresários a tratar dos negócios, como se nada de anormal se passasse, aproveitando para reequipar as fábricas e laboratórios, para modernizar a estrutura, para formar o pessoal com técnicas mais avançadas, para pesquisar novas oportunidades, criar novos serviços e inventar novos produtos. Só faltou dizer quem paga os salários e impostos? Que Sócrates teima em não baixar. As empresas, sujeitas à situação negativa do mercado, sim. Essas devem baixar os preços e vender abaixo dos custos, mas o governo não. Cada dia é multar mais e sacar receitas extras. Nas estradas, no fisco, na criação de novas entidades. O Estado português voltou a ser o grande Polvo neste início do século XXI.

2 - CRISE EXIGE CRIATIVIDADE
Ainda não ouvi uma sugestão sobre a melhor forma dos portugueses - nos mais variados escalões activos - combaterem e ultrapassarem este vendaval.
Ando há 55 anos a escrever em publicações portuguesas, britânicas e brasileiras, sempre com uma forte tónica de critica aos múltiplos erros cometidos por políticos e privados. Especialmente os mais incapazes de se portar à altura das respectivas responsabilidades conjunturais e estruturais. Mas, quem me conhece, sabe também que avanço sempre com sugestões alternativas e exemplos de outros países e áreas com situações e soluções capazes de enfrentar melhor a adversidade. Não invento. Estudo, actualizo-me, analiso, comparo, escrevo e contribuo para melhorar erros e medidas infelizes!
Por isso, hoje, cumpro mais uma vez, este dever cívico de avançar com uma receita alternativa para a crise, dirigida ao governo e às associações empresariais - às quais compete também alertar e aconselhar os empresários.
Os trabalhadores também podem aproveitar esta tentativa, retribuindo o "feed-back" resultante da sua experiência e das suas capacidades práticas, ou mostrando, pelo menos, a essencial receptividade para se melhorar e aplicar este plano.
Toda a nossa criatividade colectiva somada não é demais para esta tarefa ciclópica, que não pode ficar entregue apenas nas mãos de um homem teimoso q.b.!

3 - SOLUÇÃO DEVE SER COLECTIVA
Mas neste caso, Sócrates tem monopolizado todo o protagonismo, tentando surgir como um Messias, com propostas e medidas geniais, imbatíveis, insubstituíveis, inflexíveis e garantidas pela sua intuição e pelos conhecimentos da sua equipa de "yes-men".
É nos tempos de crise que se justificam os governos de coligação e de salvação nacional.
Sócrates prefere trazer à TV, quase todos os dias, medidas avulsas de apoio aos bancos, às fábricas auto, Quimonda e minas de Aljustrel, assim como empréstimos pessoais ao funcionalismo que se declare falido. E tem na manga, neste inicio de Janeiro, mais medidas para os sectores agrícola, emprego (salários?), etc.
Por enquanto o PM só se recusa a apoiar o Futebol com mais verbas.
Mas foi ele, como ministro da tutela do Desporto, que apresentou e lançou o Euro1998 e os 10 estádios - dos quais o do Boavista está penhorado; os de Aveiro, Leiria e Faro estão às moscas, pesando nos orçamentos dos respectivos municípios; e os do SLB e SCP estão a ser alvo de investigações do Tribunal de Contas. Restam os de Coimbra, Dragão, Afonso Henriques e Braga.
Quem de 10 tira quatro sobram seis em apuros! Mas destes pequenos detalhes até os jornalistas se esquecem. Talvez os Gatos Fedorentos lhe peguem!
Isto para dizer, que os investimentos públicos , por vezes, custam mais do que aquilo que valem. Olhem os sócios do Boavista estão contentes porque ninguém foi á praça pública licitar o estádio do Bessa, no centro do Porto. Possivelmente, o investimento nem justifica demolir para construir um condomínio fechado, numa época que a crise tem por imagem o excesso da oferta imobiliária!
Portanto, cuidado com o excesso de investimentos em elefantes brancos. Já temos de sobra!
Todas as sugestões, propostas, opções e planos devem ser avaliados por um núcleo multi-partidário com gestores de estratégia e consultores conceituados (o problema é encontrá-los?).
Por outro lado, remendos não solucionam as causas desta crise, nem levam a invenções históricas - como a do Ford T, nos anos 30, um dos instrumentos da New Deal do Presidente Roosevelt para afastar a longa depressão da época.
E convém relembrar aos esquecidos, que génios em Portugal, ultimamente, só têm aparecido no futebol. E mesmo esses pouco fazem sem uma equipa conivente e colaborante. Ponto final!

4 - DIAGNÓSTICO DAS BOLHAS DE ALTO RISCO
Voltando ao plano luso para encontrar saídas para a crise. Em primeiro lugar, haverá actividades mais difíceis de recuperar que outras. E, nestes casos, não se esperem milagres. Há que cortar a direito.
Por exemplo, a IMOBILIÁRIA vive em crise há pelo menos oito/nove anos. Há mais oferta por vender que capacidade de compra normal. De Norte a Sul do País há centenas de milhares de fogos por vender. Construídos antes de declarada a crise global. Só com a sua ultrapassagem, poderão os bancos, empreiteiros e promotores imobiliários recuperar parte do prejuízo, entretanto, consumido em juros dos empréstimos contraídos e por pagar!
Há mais de oito anos que ando a perguntar aos meus amigos que entendem mais de juros, dividendos e investimentos: qual é a perspicácia dos banqueiros que emprestam somas consideráveis aos construtores e promotores imobiliários, quando o mercado demora entre três e oito anos a absorver esses investimentos?
Cada ano que uma loja, vivenda ou apartamento demora sem ser vendido, aumentam os juros e falta capital para novos negócios.
Mas, enfim, quem sou eu, para duvidar dos banqueiros?
Só que, afinal, eu tinha razão. Nem os banqueiros são todos pessoas de bem, nem tão-pouco sabem ainda dominar bem a fundamental prudência exigida na sua área de negócio.
Basta avaliar os buracos financeiros detectados em tantas instituições bancárias e de crédito hipotecário, por esse mundo fora, devido a financiamentos de alto risco, não apenas na bolha do imobiliário, mas nas múltiplas bolhas nas bolsas e nos fundos de engenharia financeira duvidosa (sub-prime e outros)!
A classe que saiu em 2008 menos prestigiada à escala mundial, foi a dos banqueiros e bancários! E Portugal, infelizmente, não foi excepção, não obstante a tentativa de branqueamento inicial, lançada por Sócrates & Santos desde Junho de 2008. Comparável à queda dos banqueiros em 2008, só os políticos em Portugal, nos Estados Unidos, em Espanha, na Islàndia, etc.
E os próprios bancários não escapam, pois não só cumpriram irresponsavelmente esquemas e directivas incríveis de alto risco, como ajudaram a ludibriar vastos milhares de depositantes, desviando as respectivas poupanças para aplicação em produtos altamente duvidosos.
Nota negativa para ambos os escalões desta outrora conceituada profissão e para as próprias instituições! Pois, quem não quer ser lobo, não lhe vista a pele!

5 - POUPAR E DEPOSITAR A FAVOR DE ESPECULADORES?
Chegam-nos, entretanto, as vozes autorizadas de experientes analistas e do governador do BdP, a aconselhar os portugueses a poupar mais! Pergunto: para quê? Só se for para arranjar liquidez para os maiores especuladores de cada praça (e tanto podem ser os de Lisboa como de Pequim ou da Qatar) tentarem fazer grandes negócios "overnight" ou aceitar promissórias de papeis desconhecidos, emitidos pelos chamados bancos de investimentos que rebentam todos os dias por esse planeta fora!
O afastamento do hábito de poupar deriva da baixa do pagamento de juros pelos bancos aos seus depositantes! Esta é que é a verdade, senhores Ministros, banqueiros e economistas!
É evidente que todo o mundo sofre esta crise. E ainda não sei se começou nos EUA, Reino Unido ou Espanha? Os primeiros bancos a abanarem foram em Espanha, aliás construtoras e bancos têm vivido desde 2005 em dificuldades "encapotadas" pelo forte crescimento do PIB, graças a outros negócios mais viáveis. Seguiu-se, no Reino Unido, o Northern Rock, falido em Setembro 2007 e quase ignorado em Portugal (era muito longe!). Enquanto o primeiro banco americano a falir foi o Lehman Brothers em Setembro 2008, já depois da crise dos papéis negociados para financiar compra de casas sobre-avaliadas sem rei nem roque!
É evidente que a crise do sub-prime nos EUA (produtos financeiros de refinanciamento sucessivo de dívidas e empréstimos duvidosos) emergiu em Agosto 2007, com a intervenção da Reserva Federal em instituições de crédito hipotecário. E grande nau, grande tormenta. Por isso, quando o governador da Fed espirra, os governadores dos bancos centrais na Europa, Ásia e África apanham uma gripe!
Uma coisa é certa, a crise é universal, caindo na Rússia, Japão, China, Índia, Brasil, Médio Oriente e até a Islândia - outro país nórdico à imagem do sucesso dos governos sociais-democratas, foi o primeiro Estado a declarar falência.

6 - PRIORIDADES ORGANIZADAS EM CLUSTERS
Em Portugal, há portanto que seleccionar os pontos mais fortes da economia lusa, na presente conjuntura, melhorá-los, apoiá-los, divulgá-los e aplicá-los por todos os canais.
O que temos de melhor e que os estrangeiros apreciam mais e continuem dispostos a pagar com justo valor?
1 - Moldes de plástico; 2- tecnologia e soluções de software; 3 - têxteis-lar e tapetes de artesanato (Arraiolos, Portalegre, etc.); 4 - papéis diversos (sem esquecer o catálogo Renova); 5 - cristais, vidraria e porcelanas (tipo Vista Alegre); 6 - Arte (investimentos em arte são um bom refúgio para épocas de crise e, graças à colecção Berardo, Lisboa está no roteiro europeu da arte moderna); 7 - mobiliário e decoração interior; 8 - moda (alta costura e pronto-a-vestir - embora faltem marcas fortes e sobrem estilistas vaidosos); 9 - calçado; 10 - instrumentos musicais; 11 - canoas de competição (Nelo); 12 - vinhos (as revistas internacionais descobriram em 2007 a alta qualidade dos nosso vinhos, mas não há meia dúzia de marcas que se imponham num mercado tão volátil e agressivo); 13 - frutas (incluindo banana da Madeira e ananás dos Açores), mais mimos agrícolas e outros produtos alimentares (muito procurados pela diáspora); 14 - máquinas de precisão (?); 15 - componentes para autos e aviões (duas actividades mais afectadas nesta crise?); 16 - empreitadas de obras públicas internas e externas (a sofrer também abrandamento); 17 - aero-geradores eólicos (sob escassez de financiamentos bancários?); 18 - mármores, pavimentos, azulejos e materiais de construção (bom seria se a imobiliária não tivesse sido a origem da crise); 19 - transportes rodoviários (entretanto, perdemos o estatuto do ranking que, por tradição e vocação, nos competia na marinha mercante, construção naval e aviação de carga); e 20 -... turismo receptivo!
Haverá outras áreas com potencial semelhante, mas nem o espaço nem o tempo permitiu pesquisar mais. Nos anos 60 exportavamos pasta de papel, celulose e cartão; conservas e frutos secos; vinho a granel; barrotes para as minas europeias; ciclomotores para África; confecções; até fósforos. Vinham navios aos portos de Portimão, Setúbal, Lisboa e Leixões, carregar partidas destas mercadorias made in Portugal. Perdemos esses mercados. Hoje, exportamos combustíveis refinados, alguma energia excedente e autos em draw-back. Por isso creio que esta lista de 20 opções já é uma rica selecção da nata do nosso PIB.
Importa, agora, recolher e escalonar as nossas vantagens competitivas em cada cluster, e desencadear acções de promoção externa, sempre integradas. Creio que o Turismo receptivo é, entre os 20, o cluster com maior potencial.
O dinheiro não se sumiu pelo cano. Alguém tem ganho muitos milhões, que precisam de ser gastos onde encontrarem propostas mais atraentes? Viagens, colecções de arte, energias renováveis e bancos em saldo!
É verdade, importa, também que a sociedade civil contribua com a sua parte. Como? Formalizando, por exemplo, a organização económica em clusters de actividades paralelas ou complementares. Não esperem pelos subsídios do governo para se organizar. Senão vão continuar a ficar sujeitos aos caprichos dos vários governos que ganhem o poder, em eleições cada vez menos participadas! Chegou a hora da sociedade civil dar o grito de Ypiranga! E mandar alguns recados fortes ao governo, para lhe poder exigir, em troca, medidas concretas e consensuais. Não acções de caridadezinha! Estamos entendidos?

7 - LOBI ANTITURISMO
Continua muito activo. Estou a escrever outra peça aprofundando este polémico tema real.
Parece que fica mal à elite política e cultural, admitir que o Turismo é uma vocação lusa maior que a marítima - praticamente abandonada, tanto na pesca, como no transporte marítimo e até no desporto.
Vemos as marinas cheias de embarcações de recreio, mas muitas são de estrangeiros, pois as nacionais raramente partem para o mar. Servem para "marcar" o status dos seus proprietários, pouco mais!
Conheço economistas que teimam em dizer-me que o Turismo não contribui para o PIB, pois gasta mais divisas do que aquelas que recolhe. Esquecem o turismo receptivo, criticando as viagens de portugueses ao exterior!
Além de cínicos são invejosos e nada rigorosos. Manipulando as estatísticas. Também ficam na mesma foto menor dos banqueiros e bancários em 2008.
E o governo não esclarece o público. Os titulares da pasta (SET) têm cada vez menos competências. O ministro da Economia e Inovação pretende controlar e protagonizar tudo!
É o tal que deveria, agora, contribuir com um estudo (melhor mas semelhante a este) para tentar resolver a crise! Está quieto!
Mas ouvi ao PR, na mensagem do Ano Novo, falar, finalmente, do potencial do nosso Turismo. Aleluia!
Quando fui tomar pequeno-almoço com ele a São Bento (era PM) e lhe perguntei: qual em sua opinião a actividade económica com maior potencial de expansão e contributo para o PIB? Hesitou e depois avançou com duas hipóteses: a pesca e o comércio internacional - leia-se exportações. Mencionou a pesca, talvez devido à sua origem algarvia. Mas mal estaria eu, agora se tivesse seguido este conselho e investido as parcas poupanças na pesca. Nem os pescadores se safam! Quanto mais os amadores!
Mas sendo algarvio e professor de Economia, esqueceu o Turismo. Aliás, no primeiro mandato (1981-85) ficou ele com a pasta do Turismo, despachando com o respectivo SET. Por vezes, quando estava reunido com dirigentes partidários ou algum assessor - a resolver emergências para o tele-jornal - recebia o SET na ante-câmara! No segundo mandato, o SET era seu conhecido e ganhou outro estatuto. Mas também, como professor de Economia, sabia de tudo e não recebia sugestões de ninguém. O Turismo não passava de uma disciplina teórica! Anos perdidos. Tal como agora!

8 - IDENTIFICADOS OS POLOS E OS MEIOS
O Turismo, dizem jornalistas e operadores estrangeiros, é o maior segredo guardado pelos portugueses. A promoção é escassa. A inovação ainda mais rara. A estratégia errada.
Por exemplo, A taxa de ocupação hoteleira no Algarve baixou cerca de 13,1% em 2008, e as vendas também caíram. E o que fizeram os hoteleiros, através das suas associações?
O MAL também é haver associações para todos os gostos e partidos! Depois a manta não chega para proteger todos. Ora a crise é uma boa ocasião para cada um limar as arestas de conflito com os colegas e juntarem-se. A união continua a fazer a força! Ou um por todos e todos por um!
Até aqui, só a UNWTO é que promoveu, no Egipto, uma cimeira de ministros do Turismo, de 23 a 24 de Novembro, de onde saiu uma proposta teórica de "combater a crise através da expansão do Turismo (social?) e da eliminação da pobreza nos países pobres"!
Como? Perguntarão os leitores! Para a Organização Mundial de Turismo basta monitorizar a analisar as tendências macro-económicas do mercado turístico mundial em tempo real, fornecendo informação e permitindo a troca de experiências rápidas com propostas práticas para superar a crise, abrindo e renovando novos canais de distribuição, operação e assistência.

9 - RESUMO
Resumindo, os responsáveis do sector - tanto a nível privado como público - devem unir esforços e lançar nos mercados, com brevidade, produtos adequados à época de crise. Pois ainda há muitas opções a aproveitar nesta área. E não podemos iludir-nos que pode haver mais alguém que, desinteressadamente, trabalhe pelos empresários, trabalhadores, funcionários e desempregados.
Mas mais uma vez, o follow-up desta tentativa de dinamização e alerta do sector para a crise quedou-se nas boas intenções. Mas, pelo menos, já foi um passo. Em Portugal, tanto o ministro, como o SET, e os presidentes das associações têm primado pela estatuto do jogo à defesa.
Não se quedam por aqui as minhas ideias, mas já levo dois dias a alinhavar este texto. Vou publicá-lo no meu blogue, com estas ideias-base:
1 - Identificar as áreas/exportações em que Portugal tem mais vantagens competitivas nas exportações.
2 - Responsabilizar a sociedade civil pelo contributo que devem dar à racionalização das suas confederações e associações, criando uma estrutura técnico-comercial baseada nos clusters associados de Michael Porter, com o objectivo de coordenar a promoção e o lobi associado dos respectivos interesses. É preciso Portugal acompanhar a concorrência e deixar de se isolar em antigas querelas entre empresários e elites.
3 - Elaborar e aprovar um plano estratégico de promoção conjunta, destacando uma actividade como charneira da promoção externa (a meu ver o Turismo Receptivo). Lançando concursos, festivais, torneios, feiras de amostra, e mega-eventos integrados: turismo, desporto, cultura, música popular, gastronomia, vinhos, artesanato, produtos e serviços made in Portugal. Tudo sempre dinamizado pela sociedade civil mas exigindo ao governo a comparticipação devida pelos impostos cobrados e escoados nem sempre de forma transparente! Quem não deve não teme!
Resta repetir que agradeço todos os "inputs" para melhorar este blueprint.
Como reformado, o meu único interesse é melhorar a imagem de Portugal e dos produtos e serviços made in Portugal às escalas externa e interna! Continuo sendo um trabalhador compulsivo mas materialmente desinteressado, ao ponto de querer apenas contribuir para unir os portugueses numa jornada colectiva de combate contra os efeitos das crises global e interna. Obrigado pela vossa atenção. HF

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Wednesday, December 03, 2008

 
MUMBAI WILL PREVAIL. TERROR WON´T!

Humberto Ferreira

PRIMEIRO RESUMO DA SITUAÇÃO TURISTICA APÓS OS ATENTADOS DE MUMBAI~~
Só acho graça ao representante do governo indiano desejar que os outros países não "emitam" Travel Advisories(desaconselhando os seus cidadãos de visitar a India). E ao argumento de que os indianos podem fazer o mesmo a outros países com problemas!
BONITO NÃO É?
E A INDIA é um BRIC, JÁ COM ACESSO AO FÓRUM MUNDIAL G20!
E um dos poucos países nucleares com capacidade ofensiva mas com graves problemas internos e externos, à beira de uma eventual guerra com o Paquistão e com a Alkaida!
O país tem um corpo especial de Polícia de Turismo para garantir a segurança dos turistas e dos roteiros turísticos. E que pretende ainda criar outros. Em resumo é um Estado policial, onde a cada passo podemos ser revistados pela policia.
O TURISMO RECEPTIVO, porém, ainda é uma criança com 5 milhões de chegadas em 2007. Ano em que registou um crescimento homólogo de 12,4%.
O Governo prevê receber 10 milhões de turistas em 2010, graças à realização dos Jogos da Commonwealth Britânica!
Mas o Turismo Doméstico impressiona, com um movimento de 461 milhões em 2006.
Nunca visitei a Índia. Os portugueses nem podiam desembarcar em trânsito nos portos e aeroportos indianos. Não eramos considerados visitantes bona-fide, em reciprocidade ao estatuto que Portugal - ofendido com a tomada de Goa, Damão e Diu - atribuiu ao "inimigo indiano". Já nessa altura os nossos governantes tinham a visão curta sobre a inegável evolução histórica dos impérios coloniais!
Mas, aventureiro como sou, desembarquei lá duas vezes. Uma no aeroporto de Bombaim (agora Mumbai) e outra no de Nova Delhi, juntamente com americanos, australianos e ingleses. Uma vez a caminho da Austrália, outra de Hong Kong, em aviões da Quantas e da British Airways. Nada me sucedeu e até comprei um souvenir no free-shop.
Cá em Lisboa, os indianos eram apanhados ao desembarque, pela apresentação do passaporte, nos guichets da Pide. O nosso aeroporto nunca teve um acesso directo para a zona de trânsito.
E hoje, a maioria dos aeroportos também obriga à identificação dos trânsitos. Mas entre 1968 e 1980 ainda não havia o trauma do terrorismo internacional. A Índia alinhava na luta dos povos colonizados, pela sua libertação e todos os portugueses eram considerado do outro lado da fronteira!
Segue a notícia em inglês:

MUMBAI WILL PREVAIL. TERROR WON'T
By Hazel Heyer, eTN Staff Writer | Dec 02, 2008
After ten gunmen paralyzed the commercial hub and hospitality center of Mumbai in attacks that killed at least 174 people and revealed the weakness of India's security apparatus, India’s tourism damage control and business operations are expected to resume sooner rather than later. The siege at the iconic Taj Mahal Palace & Tower ended Saturday, three days after foreign-based terrorists targeted 10 sites, including two luxury hotels. Indian police confirmed the end of this heinous crime executed by the Deccan Mujahideen, the group that claimed responsibility for the attacks - a previously unknown organization, reportedly operating under an umbrella group.

Indian Tourism Minister Ambika Soni has not released any official statement to the press just yet, but Dammu Ravi, private secretary to Minister Soni, spoke exclusively with eTurboNews (eTN). Ravi has made it clear that security has been stepped up across the city and that the ministry’s office is hopeful that tourism will be restored fairly quickly.

As far as guest traffic was concerned, Ravi said: “In general, it is really very tragic. Things will go back to normal, however. Of course, as had happened with the Twin Tower attacks in the US with traffic slowing down, under these circumstances, this is just normal reaction…since incidents are recent and memories are fresh.”

On the travel ban, Ravi said his office is not telling governments around the world “NOT” to issue travel advisories. “It’s up to the countries to evaluate and assess the situation and communicate to their citizens. For one, we feel travel advisories do not help under these circumstances,” said Ravi, adding it is quite difficult to comment on the issue of bans and advisories as…“What can we say to other countries in a situation such as this?”

Before the deadly attacks, India tourism was doing fairly well. Up until end of last year, foreign tourist arrivals to the country have grown at a cumulative annual growth rate of 15.86 percent reaching 5 million in 2007, an increase of 12.4 percent over 2006. Foreign exchange earnings from tourism registered a cumulative annual growth rate of 30.97 percent in the same period with figures for 2007 closing at $11.956 billion, an impressive spike of 33.8 percent over 2006. Domestic tourism continues to surge, showing more than encouraging trends with tourist visits over 461 million in 2006. By 2010, with the Commonwealth Games to be held in New Delhi, India expects to host 10 million tourists.

India was clearly at pace with the 'BRIC' growth and the success of its Incredible India tourism campaign. However, the need for increased security was already on its plate long before bloodshed was dished out. Sint Kanti Singh, Indian culture and tourism undersecretary mentioned in an earlier meeting in Dubai with eTN that tourism police troops will be increased. “There have been isolated cases in the past. This is why we are adding more tourist police to the active service. We would like to dispatch more to secure the tourist centers. They won’t be regular policemen,” Singh said.

Singh told eTN that in order to ensure safety and security of their guests, the state governments have been requested to deploy tourist police at all important destinations. This is in view of safeguarding sites for the 2010 Commonwealth Games, expected to attract an additional 10,000 visitors and 9,000-10,000 sportsmen world over.

Obviously, nothing would have stopped the plot. Had tourist guards been deployed around the Taj and the Oberoi properties before the siege, nobody could have even prevented the carnage at a scale the South Asian Jihadists had orchestrated.

In the last months, India’s campaign became a bombshell all over the world. But Ravi said they may have to change the format of the “Incredible India” program slightly which will address fears of the travelers. He said: “This can happen anywhere in the world. This is not just India-specific. Terrorism knows no boundaries. Best is to wait and watch and let things settle down.”

As the financial and commercial capital of India, Mumbai is the most visited and extremely popular. “From that point of view, any attack in any popular city will have an impact on travel – both commercial and leisure,” Ravi said.

Asked if India’s commercial and financial health suffer from the shootings, Ravi said: “Hopefully not. Security experts have reacted very fast. They are working with the Intelligence and Indian police to curb any untoward incidences. We will know more. The economy has been good despite global market crash,” he said.

Added our source: “The Taj hotel will re-open because the main structure of this heritage hotel has not been damaged. We will do everything possible to bring it back to its original glory. The chairman of the Taj Group, Mr. Tata is very keen to put it back on track. Everything is possible in our capacity to bring things back to its former fame and glory.”

Top prominent Mumbai businessman Ross Deas said, “Mumbai is vital to India and Asia. Terrorists have only scratched Mumbai but not wounded it. The city is far too resilient and strong for this kind of attacks. However, religious tolerance and settling the Kashmir affair as well as educating more poor Muslims will help in the crisis. Giving Kashmir some autonomy as well will bring down these crimes.”

Deas, who uses Taj and Oberoi hotels extensively, said people should behave
as normal as possible. He said: “We’ve had more then 10 blasts over the years. We, Bombay people have gotten used to it, however have remained positive about the whole matter and have accepted it as a way of living today.”

He believes though it may take the hotels about six months to be back in business and get fully refurbished. He said: “More people will go there now just to say ‘I stayed at the Oberoi or Taj’. New security systems will be installed.” In fact, Deas said one of his companies designed a system called MOSECURE is currently being tested in high-rise residential buildings in Mumbai and Dubai, which make penetration by terrorist almost impossible. Although, Deas believes the events were a result of lack of security and state neglect of “intelligence” already available prior to terror, “Indian intelligence needs to penetrate the Pakistan/ Afghan outfits as well as Palestinian-based operatives,” he said.

Regular tourism activities are set to resume after the blasts, on the heels of India's top law enforcement official quitting office, saddled by heavy criticism that the attackers appeared better trained, better coordinated and better armed than police.

As a private sector member, a concerned Mumbai native quite fed up with the scenes in the city he was born and raised, Deas said, “A Muslim anti-terrorist squad should be created by India. They should be staffed by Muslims protecting their own Indian brethren. Some of the political parties in India like the BJP have to tune down their rhetoric, or otherwise be severely reprimanded for raising religious divide among men.”

ENTRETANTO, ALASTRA A CRISE ENTRE A INDIA E O PAQUISTÃO, quando o Presidente paquistanês (viuvo de Benazir Bhuto) disse, ontem (02 Dez 2008) que os autores dos atentados de Bombaim são APÁTRIDAS!

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NOTHING CAN STOP TOURISM

Humberto Ferreira
Esta manhã (terça-feira, 2 Dez. 2008) fui surpreendido por uma reportagem na TV cuja mensagem era: não há crise nas agências de viagens. E que a maioria dos programas lançados no mercado para o Natal e fim-de-ano estão esgotados!
Creio que isto não seja verdade. Dizem-me fontes fidedignas que a situação é inversa: há programas a mais, allotments por preencher, e mais esforços para se vender mais lugares.
Quanto às informações recolhidas junto de agências de viagens, os programas mais vendidos este inverno têm sido: Madeira, Baleares, Espanha e Açores (por serem os mais baratos); e alguns destinos exóticos de longo curso. É a época habitual de muitas pessoas das classes altas viajar para tais destinos. Mesmo assim só foram apanhados na Tailândia 50 portugueses e em Bombaim 12! O que atesta a crise! Será que a estratégia usada é a mais adequada?

LOBI DAS OBRAS PÚBLICAS
Há a considerar as grandes empreitadas de obras públicas previstas! Se o Turismo entra em crise global, os novos aeroportos (em curso na Portela, a começar em Alcochete, as obras previstas para Monte Real - uma antiga aspiração do Turismo de Leiria-Fátima, apoiada agora pelo Oeste, depois da anulação da Ota -, e a ampliação de Beja de aeroporto de carga para segundo aeroporto do Sul, a competir com Sevilha), mais as linhas do TGV para Vigo (via Porto) e para Huelva, Sevilha (via Faro ou Badajoz); incluindo mesmo a segunda auto-estrada para o Algarve, via Sines e o terminal de cruzeiros de Lisboa (destinado a substituir a bela Estação Marítima de Alcântara - a ocupar por contentores (disfarçados) numa nova praça a construir à beira-rio), podem ser adiadas até à crise amainar. Daí a fuga para a frente.
Aliás, basta ver os repetidos anúncios de ofertas nos jornais e nas montras das agências. Há mais oferta que procura. E este anos já fecharam algumas agências em Lisboa...

INVESTIMENTOS PÚBLICOS E MUDANÇAS PREVISÍVEIS
Também não concordo com o discurso de M. Ferreira Leite contra estes investimentos públicos.
Há compromissos irreversíveis. Por exemplo, o TGV para Madrid (via Badajoz - que não é ideal para nós mas que a Espanha pretende para compensar as regiões de Extremadura e Andaluzia, cuja linha está já em construção). Mais o terminal de cruzeiros de Lisboa: outra necessidade, especialmente se a zona de Alcântara fica exclusiva para um milhão de contentores (com isso é que não concordo, mas é o preço que estamos a todos a pagar por ter acreditado em Xocrates - o homem que não vive sem rupturas drásticas!). E apesar de algumas das nossas auto-estradas não terem ainda gerado tráfego suficiente, faz falta uma segunda AE para o Algarve, com um ramal de desvio para Beja.

NOVA ORDEM ECONÓMICA E SOCIAL
Por outro lado, tudo aponta para uma nova ordem económica global; com um menor desperdício de energia (incluindo voos comerciais e de lazer, significando à partida maior racionalização das viagens e turismo); combustíveis à volta de 100 dólares o barril; maior regulação sobre bancos, seguros e fundos de pensão; proibição de mais investimentos em produtos financeiros tóxicos; mais equilibrada distribuição da riqueza produzida; e salários mais ajustados nos BRIC e nos PIGS (temos que assumir que, com a Itália, Espanha e Grécia, constituímos a "outra Europa com vastas potencialidades" - por outro lado não me importo da sigla PIGS, pois, desde 1947, oiço os ingleses chamarem-nos "Pork and Beans" - é o nosso fado, e entre PIGS e BRICs (= "tijolos" , fazendo lembrar o pessoal das obras) - o demónio que escolha! Mas a feijoada também vai continuar a fazer parte da mesa portuguesa!
Portanto, espera-se um novo conjunto de normas que possa blindar os mercados financeiros contra fraudes e especulações, associado a uma nova ordem económica com uma forte vertente social.

SÃO PRECISOS NOVOS ESTUDOS
O que todos evitam, por razões óbvias! Mas compete às consultoras internacionais e nacionais recomendar aos governos da União Europeia e aos grandes grupos multinacionais de bens de consumo, para fazerem novos estudos previsionais sobre as mudanças que vamos ter que enfrentar (e que julgo serem positivas). Entre Agosto de 2007 e Dezembro de 2008, a situação mudou 180 graus. Por isso são indispensáveis novos estudos ou a actualização dos anteriores, sobre:
(1) - as necessidades calendarizadas de aeroportos, terminais, aviões da nova geração, frequência de voos;
(2) - idem para portos, navios de cruzeiros, a expansão (?) da frota mercante e de novas escalas (Portimão, por exemplo);
(3) - comboios de alta e média velocidade para pax e carga (como podem países pequenos suportar duas ou três redes ferroviárias diferentes: para alta velocidade, mais combóios suburbanos, e linhas e ramais de carga (aliás o sistema que vigorou no século XX até aos anos 60/70). Hoje, parece que apostar no CF só beneficia os grandes empreiteiros de obras públicas e os fabricantes de equipamentos feorroviários, motores, sinalização e centrais de comando operacional do tráfego; por isso, torna-se necessário comprovar ou desmentir esta ideia;
(4) - redes de auto-estradas e estradas complementares , quando se pretende reduzir bastante a emissão de Co2 para a atmosfera e ainda não há combustíveis amigos do Ambiente. Portugal já tem a maior rede europeia de AE! Comvém ainda estudar a futura distribuição de iniciativas de lazer e serviços ao longo das grandes redes rodoviárias europeias, até aqui algo anárquicas;
(5) - valorização dos actuais produtos turísticos (há largos anos que a principal inovação tem sido a construção de spas nos hotéis e estalagens) e qual o papel futuro do turismo nas várias comunidades (consoante os rendimentos, grupos etários, religião, e hábitos), ao longo das décadas 2010-2050 (ou pelo menos nos próximos 25 anos?); e
(6) - a evolução previsível nos próximos 25 anos e o aproveitamento do tempo livre e férias, nos 27 países da União Europeia em confronto com os destinos turísticos concorrentes nas: Américas (Sul, Central e do Norte - os EUA em 2008 vão repetir o 1º lugar no ranking dos destinos mais movimentados); Extremo Oriente, Pacífico e Austrália; Médio Oriente (nas margens do Mediterrâneo e do Mar Vermelho-Golfo de Adem), Norte de África, África Austral, África Ocidental e África Oriental (esta actualmente minada pela instabilidade na Somália, Iémene, Quénia e Zimbabue).

EUROPA: NÃO INVISTA EM ELEFANTES BRANCOS
Estou seguro que o aeroporto de Alcochete deverá ser construído e inaugurado por fases, exactamente tendo em atenção os novos estudos previsionais sobre a evolução da aviação comercial, a capacidade dos corredores de tráfego e a distribuição dos hubs intercontinentais europeus - cujo ranking Top5 actual é: 1 - Londres/Heathrow; 2 - Frankfurt; 3 - Paris/Roissy; 4 - Madrid/Barajas ou Amsterdão/Schiphol; 5 - Roma ou Milão, Gatwick, Munique, e Copenhaga.
Outro factor negativo para aprofundar a crise no turismo internacional deve-se aos recentes atentados em Bombaim/Mumbai. Vai levar uns largos meses a esquecer os 180 mortos e 300 feridos. E a agitação prolongada na Tailândia é outro factor negativo, assim como o Médio Oriente (de Israel ao Iraque) continua a ser um foco de instabilidade. Enquanto as Caraíbas têm sido afectadas por um número invulgar de furacões, tal como o Sul do Brasil até ao Rio de Janeiro, pelas cheias.
Há logo quem diga que estas ocorrências até são boas para o Turismo em Portugal! Eu nunca fui por esses caminhos perigosos! Diria mesmo: pouco éticos! Mas alguns responsáveis do nosso Turismo têm, por vezes, destas falhas imperdoáveis! Ontem em NYC e Londres, depois em Madrid. Hoje em Bombaim amanhã ... sabe-se lá? Nunca se brinca com coisas tão sérias!
O que eu quero dizer, no fim disto, é que faltam estudos. Faltam estratégias! Faltam ideias!

2009: ANO PARA REDESCOBRIR PORTUGAL
Por exemplo: as agências de viagens com o TP deviam fazer já uma campanha a nível interno e externo, subordinada ao tema: 2009 o ano para redescobrir Portugal. Com programas e promoções atraentes. Mas não é isso que acaba de ser anunciado em Macau pelo presidente do TP. É mais do mesmo: WC of Europe! Com as mesmas figuras! Algumas até desconhecidas entre a maioria dos portugueses!
Para as AV quanto mais longas e prolongadas fora de Portugal, forem as viagens melhor! E a internet também é uma tentação irresistível, desde que haja ainda dinheiro! Particularmente para a geração Toshiba e Nokia!
O sector precisa ainda de ser compartimentado em empresas especializadas em Turismo Rceptivo, Turismo Doméstico e Turismo Emissor.
No Turismo doméstico, as companhias aéreas podiam ajudar mais com voos low-cost em conta do Porto para o Algarve e para a Madeira e Açores. As tarifas baixaram mas mesmo assim é mais barato viajar para Espanha, Londres, até para Berlim.

NOVOS HÁBITOS PREJUDICAM DEMOGRAFIA
O meu neto (26 anos) e a namorada foram ontem para Berlim na easyjet, por tuta e meia. Está certo. são jovens. Mas eu casei aos 26 anos e tornei-me independente. Eles ainda vivem separados em casa dos pais. O que ganham é para gastar em viagens e no MBA no Insead!
Há aqui matéria para se estudar também o futuro do turismo, da demografia e da economia associada! Qual a viabilidade de uma sociedade que prolonga o casamento (ou união de facto) e a constituição de família?
Desde o início do Verão que deixaram de haver voos charter para a Brasil. Os operadores já não podiam suportar os custos dos voos independentes. Ainda fizeram um acordo entre os três grandes, para a partilha de lugares em cada voo. Uma medida sensata mas mesmo assim não deu!
Acabaram por fazer acordos com a TAP para allotments de lugares em cada voo. Mas até quando vai as principais rotas da TAP serem para o Brasil?
E houve quem ficasse a perder: as companhias lusas de voos charter, inclusivamente uma que a TAP vendeu.
A Euro-Atlantic em 2005 operava regularmente para o Brasil (a antiga Varig até tinha um ou dois aviões da Euro-Atlantic fretados para fazer as rotas de turismo de Portugal para o Nordeste do Brasil, antes da TAP ocupar o seu lugar). Mas esta companhia acaba de adquirir mais um avião de longo curso, a utilizar para outros destinos!
Oxalá o mercado se expanda e chegue para todos sobreviverem.

CONCLUSÃO

Procuro transmitir aos meus amigos leitores algumas preocupações, juntamente com alguma eventuais saídas para se enfrentar melhor a crise! Meter a cabeça na areia é que não!
SEM ESTUDOS, SEM NOVAS NORMAS DE FINANCIAMENTO, CRÉDITO E NEGÓCIOS, SEM NOVAS PREOCUPAÇÕES SOCIAIS, e SEM SENSIBILIZAÇÃO PARA OS EFEITOS DA RESISTÊNCIA DAS NOVAS GERAÇÕES À INDEPENDÊNCIA E À CONSTITUIÇÃO DE FAMÍLIA, FICAMOS REFÉNS DA ACTUAL CRISE GLOBAL. A PRIMEIRA DO SÉCULO XXI.
Mas uma coisa é certa: NOTHING CANNOT STOP TOURISM!

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